segunda-feira, 20 de abril de 2009

Afinal (?!)

De que me falas afinal
quando dizes o que sentes
e não dizes que não sentes
de que me falas então
da minúcia selvática dos gestos
que me falam e não me dizem
do que sentes afinal(?!).

Falas-me de nada
e as paredes ecoam frias e sombrias
e dizes que sentes
o que afinal não me dizes
e não falas do que sentes afinal(?!).

10 comentários:

Osvaldo disse...

Olá Paula;

Nem sempre é fácil dizer o que se sente, porque para tudo o que se sente haverá sempre, um "afianal!...".

E por mais que se fale na vida nem todos os "afinais" serão suficientes para se dizer tudo o que se sente, porque sempre se sente que algo ficará por dizer.

Como vês, mesmo para o "afinal" haverá sempre um "(a)final".

bjs, Ana,
Osvaldo

Viajantis disse...

invariavelmente é assim mesmo que funciona....mas nem sempre para bom entendedor meia palavra basta!
Será ssim tão dificil deitar cá para fora, para o bom ou mau, aquilo que, verdadeiramente, se sente???

Maria Clarinda disse...

(...)Falas-me de nada
e as paredes ecoam frias e sombrias
e dizes que sentes
o que afinal não me dizes
e não falas do que sentes afinal(?!).

Pois...Paula...é assim!
Está muito bom o teu poema e...porque digo o que sinto...continua sempre!!!

wind disse...

Excelente jogo de palavras e por vezes é mesmo difícil dizer o que se sente, ou por outro lado, há quem fale e não diga nada:)
Beijos

MPereira disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Alexandra disse...

Por vezes não existem palavras...

Mas, quem diz "Afinal(?!)" sou eu. :)

Ainda bem que o fim não chegou ainda!

Beijos

Å®t Øf £övë disse...

Paula,
Há quem tenha uma extrema dificuldade em expressar os sentires através das palavras.
Beijinhos.

Maria, Simplesmente disse...

Paula
O mal é quando nos falta a coragem de dizer o que é tão sentido!
Queremos falar e não conseguimos!
Parece que quanto mais sentimos mais difícil é dizer...
Bj
Maria

Thiago disse...

...não falo e me afundo em suspiros surdos de sentimentos abafados...

Um beijinho

Jaime A. disse...

Entre o dizer e o não-dizer ficam as paredes ecoantes...
Gostei muito!