terça-feira, 16 de junho de 2009

Humana


De um navegar
sem rumo por mares
até já navegados,
reencontro o sentido
da voz directa,
da voz actuante
ou da voz da passividade.

Neste mares
já sulcados
sobram só os limites
de um arrojado
despojar inerente
à minha condição humana...


Foto: Clarinda

7 comentários:

PreDatado disse...

E é nestes mares que temos de saber sobreviver. Navegar, navegar..

Mário Margaride disse...

Por cada mar que navegamos, parte de nós mergulha nesse universo imenso e infindável, até encontrarmos os corais, as algas, o nosso eu, humano...

Beijinhos e uma boa semana!

Mário

Maria Clarinda disse...

(...)Neste mares
já sulcados
sobram só os limites
de um arrojado
despojar inerente
à minha condição humana...

Como sempre um final maravilhoso e belo!
Jinhos mil

Gleidston disse...

"reencontro o sentido
da voz directa"

Muito bom ler uma poesia que tem nexo,parabens Paula.

otima terça-feira pra voce

beijo!

wind disse...

Achei o poema algo contraditório. Desculpa a minha leitura.
Beijos

Osvaldo disse...

Oi, Paula;

Nestes mares e destes mares foi que a nossa condição humana se impôs contra ventos e marés... nos amores e desamores,... na vida e nos após esta.

Tens bem a alma lusitana nos teus poemas, sempre profundos de saudade.

bjs, Paula
Osvaldo

Å®t Øf £övë disse...

Paula,
Há que saber desafiar todos os limites, inclusivé o dos mares.
Beijinhos.