É aqui que estarei logo às 21h30.
Gosto quando me olhas
sorrindo
sem nada dizeres,
tocando o meu corpo
e procurando o meu beijo.
Gosto desse teu sorriso
que eu saberia reconhecer
em qualquer lugar,
no meio de todos os outros
sorrisos
que não distingo.
Gosto quando me olhas
e os teus olhos
também me falam de paixão.Foto: Viajantis
Ainda tenho que escrever
reescrever e repensar,
ainda tenho que voltar
recriar e refazer.
Sou eu aqui que te grito
revolto-me
e relembro,
sou eu ainda que tenho
que te abraçar
resolver
e recontar.
Ainda tenho tanto para te dizer
que ao não dizê-lo
te esqueço
que ao esquecê-lo
me mato.
Eu ainda...reajo.Foto: Viajantis
Da página em branco
soltam-se algumas palavras
que por ilimitadas
se inscrevem no ar
e permanecem paisagens
como numa tela inventada.
Da página outrora branca
podemos reflectir
e levantar voo
deixando que o sonho
tome conta de nós.Foto: Viajantis
Invade-me profundamente
o ritmo doce ondulante
do mar
e lembro-me da viagem
que fazias
onde te levava o vento
e onde a memória
se encontrava
do lado certo da nossa vida.Foto: Viajantis
Para quem não visita o meu romãs, informo de que o blog http://notasfrageis.blogspot.com tratou de usar parte do meu poema 'Nu' editado a 23 de Abril, no meu romãs, e no seu espaço, a 28 de Abril, com o título 'escondo-te nas palavras'.
Nada tenho contra quem se inspira noutras pessoas, desde que digam onde se inspiraram, ou onde foram copiar versos completos...haja um mínimo de decência e que devem lembrar-se de que os direitos de autor existem e que a plágio se chama roubo!
Já lá deixei o meu comentário e fico à espera que tal pessoa se retrate.
Já chega de estupidez e falsidade.A pessoa pediu desculpa e o comentário foi publicado no romãs no local destinado aos comentários, na devida altura.
Parece que determinado indíviduo que se intitula Hamilton Afonso anda a copiar poemas meus e do Rogério Simões.
Como acho isso inadmíssivel, ou me pede desculpa ou entramos por um caminho litigioso.
Resolveu assinar como sendo seu, na sua página do hi5, o poema que escrevi para as Noites de Poesia em Vermoim de Fevereiro passado.
Até ser desmascarado, não escreverei mais em blogs.
Às vezes não vale a pena
(como se costuma dizer),
chover no molhado
ou chorar sobre o leite derramado,
pois não,
não vale a pena.
Também não vale a pena
querer agarrar utopias
quando livres voam, felizes
e isso seria um crime.
Não vale a pena, às vezes,
cantar a alegria,
quando por dentro
se morre aos poucos.
Será que vale a pena
deixar-te algumas palavras
e imaginando abraçar-te
prolongar a saudade linda de ti?
Não vale a pena procurar
quando a magia não acontece,
mas talvez, algumas vezes
valha a pena sorrir...
Um sorriso que vale a pena viver!
Este é o poema mágico da noite
o poema despido e frontal
do canto imaginado dos pássaros
é o poema colorido de paixão
de flores e de gestos precisos.
Este é o poema único
nascente e foz
vivo e persistente
o poema da tua vida
quando nossa.
Este é o poema imortal
da tua voz.
De um lado ao outro vou
aturdida, fascinada
a minha vida balanço
deste lado hoje nada.
Canto a paz da tua voz,
a melodia cansada
poemas ainda por reler
ritmo triste, eu calada.
Este é o azul de ti
silêncio do momento
em ti me perco e então,
falo de mim e do vento.
Não é feriado, não é fim de semana, não estou de férias.
Mas hoje não trabalho.Foto minha
Não sei se as flores me magoam
porque as escuto
ou se elas me alegram
na sua própria essência.
Sei que as mãos cruzam os caminhos
e que o horizonte se faz perto.
Deixo de saber o lugar da casa
e de muito longe
eu conto-te uma história de encantar
no espaço indelével
da canção adormecida.Foto: Thiago G.
De que me falas afinal
quando dizes o que sentes
e não dizes que não sentes
de que me falas então
da minúcia selvática dos gestos
que me falam e não me dizem
do que sentes afinal(?!).
Falas-me de nada
e as paredes ecoam frias e sombrias
e dizes que sentes
o que afinal não me dizes
e não falas do que sentes afinal(?!).
Vou inventar
uma cláusula
inabalável
que pela lei se faça cumprir
e não se desmanche
quando for o caso
(de tantos por aqui),
uma cláusula
muito firme
e que trará a satisfação
ao teu ego doentio.
É a claúsula
masturbatória
pela ineficácia
das tuas mãos
e qualquer pessoa
do sexo feminino
deverá salvaguardar
o teu gozo diário
numa ejaculação
inodora...Foto: Maria Clarinda
Como está anunciado na barra lateral, já tenho comigo o meu último livro de poemas.
Quem o quiser adquirir faça o favor de me enviar um email.
Deixo o poema que encerra o livro, pág.52.
Saberei
Saberei da tua voz
serena
ao longo do caminho
desbravado
do encanto
e saberei
das tuas mãos
desenhando
o perfil perfeito
da melancolia
no colo
de todos os meus sonhos.Quero agradecer: à Fernanda Frazão da Editora Apenas Livros toda a paciência que tem tido para me aturar; a todos os que me apoiam e incentivam e a todos os que gostam de me ler.
De um relance imaginário
a imagem pensativa
talvez coloque uma dúvida
de permanência.
Envolta em mistério
e em sombras
é uma superficial
amálgama de luzes.Foto: Maria Clarinda
Já foste a paixão
das minhas horas
desmarcadas,
já foste a precisão
incompleta,
a inacabada
loucura de um verbo.
Já foste o desenho
da minha vida
e a voz mansa
dos meus sonhos.
Foste tudo.
Hoje és a desilusão
perfeita do caos.Foto: Viajantis
São estes os poemas
que escrevo na tua ausência
e enquanto os escrevo
trago-te comigo
e quando tu os lês
sentes o que eu sinto
e entendes
o que eu digo
e...escrevendo-te os poemas,
estes de saudade,
sabes que estou aqui. Foto: Viajantis
É preciso ter dom.
Dom de entender
o que se esconde,
dom de perceber
o que não é dito.
É preciso ter dom
de conseguir
ultrapassar
o mais limitado
caminho.
É preciso ter dom
de perdoar
quando sabemos
que o final
não se altera.
Sei que a luz está aqui
porque a vejo,
numa macieza
indubitável
de paixão...Foto: Viajantis
O vulto desconhecido
que se aproximava
tornou-se amante
conhecido,
razão de palavras
e motivos de poema,
amante exausto
em dias inesperados.
Eram longas manhãs
e foram curtos tempos,
consequência de um destino.Foto: Maria Clarinda. Obrigada...
Vêm com o vento as certezas
todas as que julgamos
e com o vento vêm
os ventos de hoje.
Para ler no romãs.
Beijos.