
Surripiei-te as fotos...
Porque os números redondos
são bonitos e dão as mãos,
porque não podemos deixar morrer
a criança que existe em nós
e porque fazes parte da minha vida,
este dia e todos os outros
têm que ser de festa.
À tua saúde o meu brinde
regado com muito champanhe
e num longo abraço apertado
a festa será 'a' festa.
E porque os dias são azuis
na amizade que construímos...Parabéns, Clarinda!
Porque a distância
aumenta a aprendizagem.
Já se falaram
e já se escreveram
palavras acentuadas
e outras sem sentido
já muito se disse
e nada se entendeu.
Já muito se chorou
e já muito se riu
lágrimas cantadas
e outras sem voz
já se calaram
e nada se encontrou.
Basta!
Que se grite e se diga
se chore e se partilhe,
que se escreva e se entenda
que cada um seja
o que cada um é...
Duas gaivotas
pousam no telhado de zinco
destes barracões
à quase beira mar,
uma delas conversa
ininterruptamente comigo
num som chorado
pedindo a minha atenção.
Levanto a cabeça
e respondo-lhe numa carícia
suave em doces palavras
de alento,
mas ela continua o seu choro
cantado em cambiantes
perfeitos.
Gaivotas do meu silêncio
na paz sublime
do meu peito encontrada,
soletrando à quase beira mar
A Eme O Erre...Escrito em Setembro de 2006Foto: Clarinda
Transporto os sonhos
em malabarismos ousados,
em lâminas
vestidas de sangue,
trago comigo os sonhos
ainda por sonhar,
de incertezas,
vivo os sonhos vivos
que me adormecem
os momentos simples
de poder
e os caminhos céleres
de ousar.Foto cedida por Paulo Almeida
http://www.1000imagens.com/foto.asp?idautor=532&idfoto=459&t=&g=&p=3
Gosto de pensar-te
como um futuro,
um sorriso aberto
e esperança.
Penso-te entre dois
dedos de conversa
e a volta da saudade
que não pesa mais.
Gosto de pensar-te
em poesia
e numa tela sempre
iluminada,
um culminar e um regresso.
Eu penso-te aqui
nas minhas mãos
e liberto-te ao vento,
poema e paixão.
De um navegar
sem rumo por mares
até já navegados,
reencontro o sentido
da voz directa,
da voz actuante
ou da voz da passividade.
Neste mares
já sulcados
sobram só os limites
de um arrojado
despojar inerente
à minha condição humana...Foto: Clarinda
Sabia a côr do teu olhar
e como sentirias
a minha presença no momento.
Trazias contigo
a volúpia de uma palavra,
o projecto de um mundo
e a fabulosa imaginação
de um mago.
Um único olhar
e o futuro alterou a tua rota.
És um guerreiro.
Não se trata de buscar,
trata-se de encontrar
e preencher
lacunas vazias
de incertezas,
contornando
todos os silêncios reais
não procurados.
Trata-se de responder
às questões inconformadas,
não se trata de buscar
a loucura nem a lonjura,
trata-se de encontrar
a única saída
do labirinto...Foto: Viajantis
A Noite de Poesia em Vermoim foi magnífica.
Logo que saiba em que espaço estará a reportagem, direi.
Agradeço a todos as mensagens de carinho que me deixaram durante o fim de semana.
É aqui que estarei logo às 21h30.
Gosto quando me olhas
sorrindo
sem nada dizeres,
tocando o meu corpo
e procurando o meu beijo.
Gosto desse teu sorriso
que eu saberia reconhecer
em qualquer lugar,
no meio de todos os outros
sorrisos
que não distingo.
Gosto quando me olhas
e os teus olhos
também me falam de paixão.Foto: Viajantis
Ainda tenho que escrever
reescrever e repensar,
ainda tenho que voltar
recriar e refazer.
Sou eu aqui que te grito
revolto-me
e relembro,
sou eu ainda que tenho
que te abraçar
resolver
e recontar.
Ainda tenho tanto para te dizer
que ao não dizê-lo
te esqueço
que ao esquecê-lo
me mato.
Eu ainda...reajo.Foto: Viajantis
Da página em branco
soltam-se algumas palavras
que por ilimitadas
se inscrevem no ar
e permanecem paisagens
como numa tela inventada.
Da página outrora branca
podemos reflectir
e levantar voo
deixando que o sonho
tome conta de nós.Foto: Viajantis
Invade-me profundamente
o ritmo doce ondulante
do mar
e lembro-me da viagem
que fazias
onde te levava o vento
e onde a memória
se encontrava
do lado certo da nossa vida.Foto: Viajantis
Para quem não visita o meu romãs, informo de que o blog http://notasfrageis.blogspot.com tratou de usar parte do meu poema 'Nu' editado a 23 de Abril, no meu romãs, e no seu espaço, a 28 de Abril, com o título 'escondo-te nas palavras'.
Nada tenho contra quem se inspira noutras pessoas, desde que digam onde se inspiraram, ou onde foram copiar versos completos...haja um mínimo de decência e que devem lembrar-se de que os direitos de autor existem e que a plágio se chama roubo!
Já lá deixei o meu comentário e fico à espera que tal pessoa se retrate.
Já chega de estupidez e falsidade.A pessoa pediu desculpa e o comentário foi publicado no romãs no local destinado aos comentários, na devida altura.
Parece que determinado indíviduo que se intitula Hamilton Afonso anda a copiar poemas meus e do Rogério Simões.
Como acho isso inadmíssivel, ou me pede desculpa ou entramos por um caminho litigioso.
Resolveu assinar como sendo seu, na sua página do hi5, o poema que escrevi para as Noites de Poesia em Vermoim de Fevereiro passado.
Até ser desmascarado, não escreverei mais em blogs.
Às vezes não vale a pena
(como se costuma dizer),
chover no molhado
ou chorar sobre o leite derramado,
pois não,
não vale a pena.
Também não vale a pena
querer agarrar utopias
quando livres voam, felizes
e isso seria um crime.
Não vale a pena, às vezes,
cantar a alegria,
quando por dentro
se morre aos poucos.
Será que vale a pena
deixar-te algumas palavras
e imaginando abraçar-te
prolongar a saudade linda de ti?
Não vale a pena procurar
quando a magia não acontece,
mas talvez, algumas vezes
valha a pena sorrir...
Um sorriso que vale a pena viver!
Este é o poema mágico da noite
o poema despido e frontal
do canto imaginado dos pássaros
é o poema colorido de paixão
de flores e de gestos precisos.
Este é o poema único
nascente e foz
vivo e persistente
o poema da tua vida
quando nossa.
Este é o poema imortal
da tua voz.
De um lado ao outro vou
aturdida, fascinada
a minha vida balanço
deste lado hoje nada.
Canto a paz da tua voz,
a melodia cansada
poemas ainda por reler
ritmo triste, eu calada.
Este é o azul de ti
silêncio do momento
em ti me perco e então,
falo de mim e do vento.
Não é feriado, não é fim de semana, não estou de férias.
Mas hoje não trabalho.Foto minha
Não sei se as flores me magoam
porque as escuto
ou se elas me alegram
na sua própria essência.
Sei que as mãos cruzam os caminhos
e que o horizonte se faz perto.
Deixo de saber o lugar da casa
e de muito longe
eu conto-te uma história de encantar
no espaço indelével
da canção adormecida.Foto: Thiago G.
De que me falas afinal
quando dizes o que sentes
e não dizes que não sentes
de que me falas então
da minúcia selvática dos gestos
que me falam e não me dizem
do que sentes afinal(?!).
Falas-me de nada
e as paredes ecoam frias e sombrias
e dizes que sentes
o que afinal não me dizes
e não falas do que sentes afinal(?!).
Vou inventar
uma cláusula
inabalável
que pela lei se faça cumprir
e não se desmanche
quando for o caso
(de tantos por aqui),
uma cláusula
muito firme
e que trará a satisfação
ao teu ego doentio.
É a claúsula
masturbatória
pela ineficácia
das tuas mãos
e qualquer pessoa
do sexo feminino
deverá salvaguardar
o teu gozo diário
numa ejaculação
inodora...Foto: Maria Clarinda