sábado, 10 de janeiro de 2009

Indolor


Quando eu tiver
as mãos doridas
de tanto escrever
invento uma forma
indolor
e escrevo
na parte de dentro
das folhas
onde não magoa
o poema
e onde as mãos doridas
poderão descansar
sobre a luz da memória.


Foto: Viajantis

14 comentários:

FERNANDA & POEMAS disse...

Querida Paula, belo poema... Com a magnífica foto do Viajantis... Um abraço de carinho e ternura,
Fernandinha

Sonia Schmorantz disse...

Lindo o que escreveu!
Um lindo final de semana também para você.
Um abraço

MPereira disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Vanessa. disse...

Sempre palavrinhas maravilhosas, é o que encontro neste espacinho!

wind disse...

Bonito!
Beijos

Maria Clarinda disse...

Maravilha...eu ajudo as tuas mãos!
Jinhos mil

Teresa David disse...

Não sei porque razão, porque não há nenhuma especial, este é o teu poema, que achei mais belo, de todos os que já li até hoje. Parabens
Bjs
TD

PreDatado disse...

Ou faz uma almofada de letras e descansa os poemas nela com os braços cruzados para não magoar os dedos.

Vieira Calado disse...

Bem bonito. Muito bem concebido.

Como foi pensado, escrito?

É difícil dizer.
E isto para responder à sua proposta.

Encontrar-nos-emos, sem dúvida.

Terei muito gosto.

Beijinhosss

Visite www.arteautismo.com disse...

Paulinha, com o talento e doçura que reside em ti, escreves até com os olhos.
Minha querida , uma semana linda para voce cheia de inspiração.
Beijos.
Ray

Anita Fonseca disse...

Poema um pouco triste, mas muito bonito. Cantinho acolhedor seu blog.

Meu Carinho.

A. João Soares disse...

Oxalá as mãos nunca te doam, para não ficarmos privados de tão belos poemas.
Beijos
João

Viajantis disse...

Pode não magoar a escrita....mas a busca das palavras e o seu arranjo serão sempre actos de sofrimento do Poeta....

Vitor Lopes disse...

Bolas, ando sempre às achas à procura de onde estás a escrever.
Finalmente encontrei mais um, eh eh eh
Beijos