Este é o sol estrela
brilho do amanhecer
ânsia de nascer,
mil simples palavras,
esta é a madrugada
de um ímpeto
silencioso, perfeito
e sublime
dos dias que são todos
aqueles,
que todos sendo,
os são das nossas manhãs...
o meu modo de te ver através das estrelas que te rodeiam e do imenso mar que nos olhos se reflecte
sábado, 31 de janeiro de 2009
sexta-feira, 30 de janeiro de 2009
quarta-feira, 28 de janeiro de 2009
Fluir
A música ainda soa na sala
onde fluiu um tempo distinto
e as marcas dos sons
permanecem
intrépidas, intrépidos
e onde eu me encontro
ainda e agora
o som da música
rompe o silêncio.
onde fluiu um tempo distinto
e as marcas dos sons
permanecem
intrépidas, intrépidos
e onde eu me encontro
ainda e agora
o som da música
rompe o silêncio.
segunda-feira, 26 de janeiro de 2009
O bote
Uma parte de mim
enche-se de encanto
e adormece
aflorando levemente
o sol sorrindo
e outra parte de mim
esconde-se
por detrás das rochas
acordada e aturdida
num velho bote
em desuso...
enche-se de encanto
e adormece
aflorando levemente
o sol sorrindo
e outra parte de mim
esconde-se
por detrás das rochas
acordada e aturdida
num velho bote
em desuso...
domingo, 25 de janeiro de 2009
Todas as ondas

Sempre diferentes
as ondas sulcam
pela areia
todos os grãos soltos
dos murmúrios
e nunca iguais
bradam incessantes
todos os momentos
das marés.
Foto: Viajantis
sexta-feira, 23 de janeiro de 2009
Um muito pouco
Falta um pouco
muito devaneio
um sonho muito
e um pouco de liberdade
uma muita saudade
e pouco tão muita
a loucura
e a paixão
e tão pouco
muito tempo.
muito devaneio
um sonho muito
e um pouco de liberdade
uma muita saudade
e pouco tão muita
a loucura
e a paixão
e tão pouco
muito tempo.
quinta-feira, 22 de janeiro de 2009
Zero
Dividida por dois pontos
somo o quociente
ao resto
mais o dobro
da diferença
e subtraio
um quinto
das lágrimas
que multiplico
por zero...
somo o quociente
ao resto
mais o dobro
da diferença
e subtraio
um quinto
das lágrimas
que multiplico
por zero...
terça-feira, 20 de janeiro de 2009
Aprendendo
Aprendi a ler escrever
fazer as quatro operações
aritméticas
aprendi francês inglês
alemão
aprendi história de portugal e geografia
ciências naturais e física
química e álgebra
desenho e português
aprendi latim e filosofia
história da literatura
e história universal
aprendi normas de conduta
e aprendi o que me ensinaram.
Aprendi a amar a perdoar
e a ser condescendente
aprendi a não me calar
e a calar
aprendi a conjugar os verbos
a resolver equações do 3º grau
e a bordar e a fazer tricot
aprendi a trabalhar
onde calhou
e aprendi o que me ensinaram.
Para quê?
Para sobreviver.
Esqueceram-se de me ensinar
a aprender a deixar-me amar...
fazer as quatro operações
aritméticas
aprendi francês inglês
alemão
aprendi história de portugal e geografia
ciências naturais e física
química e álgebra
desenho e português
aprendi latim e filosofia
história da literatura
e história universal
aprendi normas de conduta
e aprendi o que me ensinaram.
Aprendi a amar a perdoar
e a ser condescendente
aprendi a não me calar
e a calar
aprendi a conjugar os verbos
a resolver equações do 3º grau
e a bordar e a fazer tricot
aprendi a trabalhar
onde calhou
e aprendi o que me ensinaram.
Para quê?
Para sobreviver.
Esqueceram-se de me ensinar
a aprender a deixar-me amar...
domingo, 18 de janeiro de 2009
Inevitável
É inevitável que eu volte aqui
ao espaço que me aqueceu
durante meses
é inevitável regressar
pelo silêncio
que me habita
compreender
o porquê da tua ausência.
Terei sempre que voltar aqui
é inevitável regressar
ao teu colo
e restituir à tua chama
a chama da minha vida.
ao espaço que me aqueceu
durante meses
é inevitável regressar
pelo silêncio
que me habita
compreender
o porquê da tua ausência.
Terei sempre que voltar aqui
é inevitável regressar
ao teu colo
e restituir à tua chama
a chama da minha vida.
terça-feira, 13 de janeiro de 2009
Por aqui fico...

Por aqui me fico.
Agradeço aos meus 18 seguidores todo o apoio. E que me sigam sempre...se faz favor.
Este espaço encerra com o maravilhoso poema traduzido da Maria de São Pedro e com esta foto do Viajantis.
Estarei onde sempre estive, mesmo que pareça que não... no meu romãs
segunda-feira, 12 de janeiro de 2009
LOBOS

Porque acho lindo este poema escrito pela Maria de São Pedro e traduzido pelo ALTAIR, aqui ficam os lobos.
Obrigada, Maria!
Leyenda de dos cadenas tormentosas
en que Amor y Odio se envuelven
y disuelven
en cristales de bruma fría.
Sierras azules,
allá, donde me pierdo
y me encuentro...
y hijos de agrestes peñascos
deslizan en la luz de plata de la luna,
aspirando tímidos,
perfumes de montaña.
Invento divino,
sueltan su magnífico aullido,
agitando sordamente
algo íntimo e inquietante.
Por vosotros,
mi canto subirá en espirales
y entre resplandores de Luz,
se encadenará en el infinito,
en esplendor mayor
Foto surripiada na net.
sábado, 10 de janeiro de 2009
sexta-feira, 9 de janeiro de 2009
Sem marcas

Com a passagem do tempo
esfuma-se o que se julgou
ser um grande amor
e não passou
de um contratempo
dissolvido em palavras,
sem marcas visíveis
e uma contrariedade
atirada para trás
das costas
à laia de esquecimento...
Foto: Viajantis
quinta-feira, 8 de janeiro de 2009
25 - O edifício das palavras de Vieira Calado

Já não é a 1ª vez que transcrevo um poema do meu Amigo Vieira Calado porque ele consegue dizer o que nós queremos dizer.
Este poema é do seu último livro 'Itinerário' da Edium Editores, Novembro de 2008, pág.40.
O edifício das palavras,
o projecto inerente à ideia
e aos degraus da leitura,
o processo linear dos sons
e dos afectos
um pouco de embriaguês
para questionar as sombras e a luz
eis a explosão programada
o poema
a desobediência aos mistérios
no desassossego e na emoção
de dizer o indizível
à luz do dia.
A foto que escolhi é do Viajantis
terça-feira, 6 de janeiro de 2009
segunda-feira, 5 de janeiro de 2009
domingo, 4 de janeiro de 2009
Poesia/Luz

Falamos de madrugadas
inventadas
e de Invernos floridos,
escrevemos
sobre o Verão
cheio de neve
e plantamos árvores
em tons diferentes.
Quando a música cessa
e a última lágrima
se evapora
a poesia cresce!
Foto: Viajantis
sexta-feira, 2 de janeiro de 2009
quinta-feira, 1 de janeiro de 2009
quarta-feira, 31 de dezembro de 2008
Último dia de 2008

Espero o amanhecer
numa calma inusitada
porque a certeza
de que ele virá
afasta toda a ânsia
e um qualquer
outro poema evocará
felicidade
e porque a esperança
ainda pode viver
em nós.
Quadro 'O beijo' cedido pelo António Santos
terça-feira, 30 de dezembro de 2008
domingo, 28 de dezembro de 2008
De tanto te pensar
De tanto te pensar
esqueci
as margens
do teu corpo,
o perfil
das tuas mãos
de te lembrar
tanto esqueci
as palavras
do poema...
esqueci
as margens
do teu corpo,
o perfil
das tuas mãos
de te lembrar
tanto esqueci
as palavras
do poema...
sábado, 27 de dezembro de 2008
(In)(a)quieta

Já se inquietam
as palavras
na brevidade serena
de um adeus
premeditado.
Já se aquietam
os sons
na longitude perene
de um aceno
irreflectido.
Já me inquieto
aquieto no ar
fugaz do vento.
Foto: Viajantis
quinta-feira, 25 de dezembro de 2008
terça-feira, 23 de dezembro de 2008
Recordo-te
Recordo-te
porque a memória
ainda é plausível
na coerência
da passagem
como um livro lido
e manuseado
relido mil vezes
e trazido
pela tua voz
até mim.
Recordo-te
eternamente presente
nos cravos vermelhos
cinzelados contigo
no teu fogo último...
porque a memória
ainda é plausível
na coerência
da passagem
como um livro lido
e manuseado
relido mil vezes
e trazido
pela tua voz
até mim.
Recordo-te
eternamente presente
nos cravos vermelhos
cinzelados contigo
no teu fogo último...
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